quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

A Austrália vai plantar um bilhão de árvores.

O governo australiano anunciou que vai plantar um bilhão de novas árvores até 2050, como parte de uma vasta campanha destinada a cumprir as metas climáticas estabelecidas pelo Acordo de Paris.
Até 2030, isso contribuiria para a remoção de 18 milhões de toneladas de gás de efeito estufa por ano, em um país que atualmente produz mais de 500 milhões de toneladas de CO2 equivalente por ano.
De acordo com o primeiro-ministro Scott Morrison, o plano do governo também apoiaria empregos em um setor que contribui com mais de US$ 16 bilhões para a economia nacional.
Um relatório nacional de 2018 aponta que a Austrália tem a sétima maior área florestal do mundo, cobrindo 17% de sua extensão terrestre.

Plante uma árvore

A notícia se encaixa perfeitamente com uma nova pesquisa realizada por cientistas do Instituto Federal de Tecnologia de Zurique, na Suíça, que concluíram que uma ampla campanha de plantio de árvores em todo o mundo poderia afetar significativamente as emissões líquidas de gases de efeito estufa no mundo.
O pesquisador Thomas Crowther disse ao jornal The Independent que as árvores são “nossa arma mais poderosa na luta contra as mudanças climáticas”.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Ibama e PF resgatam 160 canários-da-terra vítimas do tráfico no Aeroporto de Brasília.

Agentes do Ibama em conjunto com a Polícia Federal (PF) apreenderam nesta segunda-feira (18/02) 160 canários-da-terra vítimas do tráfico no Aeroporto de Brasília. O responsável pelo transporte ilegal dos animais havia chegado de Boa Vista (RR) e foi detido antes de embarcar em conexão para Ribeirão Preto (SP).
De acordo com a investigação, lacres coloridos nas patas dos canários diferenciavam os de maior valor, destinados a rinhas, dos que seriam usados em torneios de canto.
Transportados em uma bolsa sem aberturas para ventilação, os animais foram despachados como bagagem comum e acomodados no compartimento inferior da aeronave, o que caracteriza maus tratos.
Em 2018, o infrator já havia sido autuado pela Polícia Civil em Vilhena (RO) por transportar 180 canários em ônibus interestadual que seguia para São Paulo.
“Nos últimos dois anos, o investigado foi flagrado três vezes transportando animais silvestres sem autorização, o que evidencia a prática de tráfico”, afirma o coordenador-geral de Fiscalização Ambiental, Renê Luiz de Oliveira.
Para participação em torneios de canto, é necessário que os animais estejam acompanhados de nota fiscal ou pertençam ao plantel de criadouros autorizados, o que não ocorreu em relação aos canários apreendidos.
Os agentes ambientais aplicaram duas multas de R$ 80 mil cada: por maus tratos e pelo transporte de espécimes da fauna silvestre sem permissão da autoridade responsável.
Os pássaros foram encaminhados ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) para avaliação. As investigações serão mantidas com o objetivo de identificar e punir outros possíveis integrantes da rede criminosa.
Fonte: Ibama

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Brasil libera uso de mais agrotóxicos

Entre os 28 agrotóxicos e princípios ativos permitidos recentemente pelo Ministério da Agricultura brasileiro, está o Sulfoxaflor, que vem causando polêmica nos Estados Unidos por ser altamente tóxico para as abelhas

O governo brasileiro aumentou o registro de agrotóxicos liberados na agricultura. Entre os 28 produtos liberados, quase todos são considerados perigosos para o meio ambiente, e quatro são classificados como altamente tóxicos. Alguns princípios ativos como o Metomil e o Imazetapir foram autorizados como ingredientes para a produção de agrotóxicos.
O Ministério da Agricultura alegou que os produtos não trazem riscos se são usados corretamente. Segundo notícia da Agência Pública, publicado no jornal El País, no ano passado foram registrados no país 450 agrotóxicos, sendo este um recorde histórico.
Um dos produtos liberados é o Sulfoxaflor, que teve o uso restringido nos Estados Unidos devido a um possível efeito danoso às abelhas. Atualmente, o produto está proibido para cultura de sementes, e só pode ser usado em plantações que atraem as abelhas após o florescimento. Segundo um estudo publicado na revista Nature, esta pesticida pode reduzir drasticamente o número de abelhas e reduzir a procriação em 54%.
Outro produto considerado muito perigoso para as abelhas, e autorizado no Brasil, é o Fipronil. Proibido em alguns países europeus, como a França, o inseticida foi acusado de dizimar enxames de abelhas. No Brasil ele é legalizado e indicado para algumas plantações como o arroz e o milho, entre outras.
Na contramão das tendências globais
Segundo o pesquisador Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, esta liberação vai na contramão do que é a tendência mundial da agricultura sustentável. “Se nós tivermos uma agricultura que dependa basicamente do aumento constante no uso de agrotóxicos teremos problemas sérios de contaminação do meio ambiente”, afirmou para o jornal O Globo.
Ele afirma ainda que o uso de agrotóxicos considerados altamente tóxicos em outros países como Estados Unidos e Europa pode ocasionar problemas econômicos ao Brasil, já que muitos alimentos poderiam ser restringidos no mercado internacional e também por uma massa de brasileiros preocupados com uma comida saudável.
Os profissionais interessados em ampliar os conhecimentos sobre o desenvolvimento sustentável podem optar pelos programas patrocinados pela FUNIBER na área ambiental como o Mestrado em Engenharia e Tecnologia Ambiental.
Fontes:
Ministério da Agricultura aprova registro de agrotóxicos de alta toxicidade

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Energia eólica contribuiu para a Espanha 16,3 milhões de 2012 a 2017

Um estudo sobre o impacto do setor eólico indica que em 2017 a energia eólica contribuiu para a economia espanhola um total de 3.3 milhões de euros. O desenvolvimento desta energia renovável também permitiu reduzir a dependência energética de países terceiros, passando de 80% em 2006 para 72,3% em 2017

De acordo com um estudo realizado pela empresa de consultoria Deloitte para a Asociación Empresarial Eólica (AEE), entre 2012 e 2017, o setor eólico contribuiu com um total de 16,379 milhões de euros para a economia espanhola. Mais especificamente, em 2017, essa contribuição foi de 3,394 milhões de euros, que foi de 0,31 do PIB, ante 0,25% em 2015.
O documento, intitulado Estudo Macroeconômico do Impacto do Setor Eólico na Espanha, também indica que o desenvolvimento da energia eólica na Espanha permitiu reduzir a dependência energética de outros países, que caiu de 80% em 2006 para 72,3% em 2017
Com relação às exportações de energia renovável, elas totalizaram 15,9 milhões de euros entre 2012 e 2017. Mais especificamente, em 2017 as exportações representaram 2,3 milhões, tornando a Espanha a quarta maior exportadora mundial de turbinas eólicas, logo abaixo da China, Dinamarca e Alemanha. Em 2016, a Espanha chegou ao terceiro lugar, superando a Alemanha.
Em relação ao emprego, em 2017 as empresas eólicas empregaram, direta ou indiretamente, um total de 22.578 pessoas. No entanto, o número ainda está longe do máximo alcançado em 2008, com 41.438 trabalhadores.
No período 2012-2017, a utilização de energia eólica em vez de combustíveis fósseis significou uma economia para o sistema avaliado em 21,8 milhões de euros, devido ao fato de que o preço do pool de mercado de eletricidade foi reduzido.
Como a empresa Lucera explica, o pool refere-se ao mercado atacadista de eletricidade espanhol. Nele, o preço da energia é determinado de forma regulamentada pelos produtores e atacadistas.
Essa economia de 21,8 milhões entre 2012 e 2017 significou para um consumidor residencial médio, com um consumo de 4.000 quilowatts-hora (kWh) por ano, uma economia de 351 euros em sua conta de eletricidade.
A FUNIBER patrocina o Mestrado em Energias Renováveis, um programa com detalhes sobre as especificidades das formas de energia limpa, bem como uma análise do contexto energético atual e possíveis cenários futuros. Além disso, o programa incorpora ferramentas de gestão ambiental para atender às necessidades de estudos de impacto e eficiência energética.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Poluição por plástico: a cidade sufocada por 17 mil toneladas de resíduos.

A Malásia se tornou um dos maiores importadores de plástico do mundo, recebendo o lixo que o resto do mundo não quer. Mas uma pequena cidade está pagando o preço por isso – e agora está sufocada por 17 mil toneladas de resíduos.

Começou no verão passado. Todas as noites, após o relógio dar meia-noite, Daniel Tay sabia exatamente o que estava por vir.
Ele fechava as portas e as janelas e aguardava o inevitável. Logo seu quarto seria tomado por um cheiro acre, que lembra borracha queimada. Ao tossir, seus pulmões eram pressionados.
Nos meses seguintes, o odor estranho voltaria todas as noites, com hora marcada.
Só mais tarde ele descobriu a origem do cheiro – usinas de reciclagem ilegais que queimavam plástico clandestinamente.

Sem lugar para ir

Naquele momento, ele não fazia ideia de que, em 2017, a China tinha decidido proibir a importação de resíduos plásticos. Só naquele ano haviam sido enviados sete milhões de toneladas de resíduos e muitos ambientalistas consideraram uma vitória quando a China reprimiu a prática.
Mas sem ter para onde ir, a maior parte do resíduo plástico – proveniente principalmente do Reino Unido, dos EUA e do Japão – foi simplesmente encaminhada para outro lugar: a Malásia.
Poderia ter sido qualquer cidade, mas a proximidade de Jenjarom de Port Klang – maior porto do país e porta de entrada da maior parte das importações de plástico – tornou o local ideal.
De janeiro a julho de 2018, cerca de 754 mil toneladas de resíduos plásticos foram importados pela Malásia.
As usinas ilegais de reciclagem de plástico começaram a surgir, na esperança de obter lucro rápido com a promissora indústria de reciclagem, avaliada em mais de 3 bilhões de ringgits malaios (cerca de R$ 2,7 bilhões).
De acordo com o Conselho de Estado, havia 33 fábricas ilegais em Kuala Langat – distrito em que a cidade de Jenjarom está localizada. Algumas foram instaladas perto de densas plantações de dendê, outras mais perto da cidade.
Mas levaria meses até os moradores tomarem conhecimento da sua existência – só perceberam depois que os sintomas começaram a aparecer.

‘Envenenados lentamente’

“O cheiro começou há um tempo, mas piorou em agosto deste ano”, conta Tay.
“Comecei a me sentir mal e continuei tossindo. Fiquei com muita raiva quando descobri que era por causa das fábricas.”
O resíduo plástico é normalmente reciclado em pellets (grânulos milimétricos de resina plástica), que podem ser usados para fabricar outros tipos de plástico.
Nem todo plástico pode ser reciclado, então as usinas de reciclagem precisam enviar o material não-reciclável ​​para centros de descarte – algo que custa dinheiro.
Mas muitas usinas ilegais preferem descartar o resíduo sem pagar nada, de forma insalubre – enterrando, ou mais comumente, queimando.
Outra moradora, Ngoo Kwi Hong, conta que a fumaça da incineração provocou uma tosse tão violenta que ela chegou a cuspir um coágulo de sangue.
“Eu não conseguia dormir à noite porque era muito fedorento. Virei um zumbi, estava muito cansada”, diz Ngoo.
“Só mais tarde descobri que havia usinas em volta da minha casa – ao norte, sul, leste, oeste.”
Aqueles que moravam mais perto das usinas foram os mais afetados.
Belle Tan, que descobriu que havia uma usina ilegal a apenas 1 km da sua casa, revela o impacto no filho de 11 anos.
“Ele teve uma erupção cutânea muito grave na barriga, no pescoço, nas pernas e nos braços. A pele dele continuava descascando, doía até quando tocávamos nele. Eu estava com raiva e temerosa pela saúde dele, mas o que eu podia fazer? O cheiro estava por toda parte.”
Não está claro se essas doenças estão diretamente ligadas à poluição do ar, mas um especialista afirmou que a inalação da fumaça proveniente da queima do plástico provavelmente causou impacto na saúde respiratória das pessoas.
“A principal questão sobre essa fumaça de plástico é que ela é cancerígena”, disse à BBC Tong Yen Wah, professor do Departamento de Química e Engenharia Biomolecular da Universidade Nacional de Singapura (NUS, na sigla em inglês).
“Também depende muito dos tipos de plástico que estão sendo queimados e da exposição a eles. Se você tiver uma exposição alta num curto prazo, poderá ter dificuldade para respirar… [ou pode] provocar alguns efeitos em seus pulmões. Mas se a exposição for em longo prazo… é aí que entram os efeitos cancerígenos.”
Muitos moradores da cidade permanecem, no entanto, completamente indiferentes aos potenciais efeitos da incineração.
“Muitas pessoas aqui estão apenas tentando ganhar a vida”, diz Tay. “Elas vão dizer só que é fedorento e continuar com suas vidas, elas não entendem que é algo que pode as estar envenenando lentamente.”
A BBC conversou com vários moradores, muitos dos quais relataram ter sentido o cheiro da fumaça, mas não pensaram muito a respeito.
“Você continua sentindo o cheiro e seu corpo se acostuma”, brincou um morador. “Talvez possa até ser bom para você.”

Um aterro improvisado

O governo da Malásia já fechou 33 usinas que considera ilegais em Jenjarom e, na maioria dos casos, a fumaça acabou.
Mas as 17 mil toneladas de lixo deixadas por essas fábricas ainda estão lá – e não são insignificantes para uma cidade de 30 mil habitantes.
A maior parte deste lixo foi apreendida pelas autoridades, mas 4 mil toneladas de resíduos plásticos ainda estão concentrados em um único local – à vista de qualquer um.
Uma montanha de resíduos está acumulada no que antes era aparentemente um terreno baldio, mas que agora se tornou um aterro improvisado.
Uma caminhada rápida pelo local revela que uma enorme quantidade de resíduos plásticos vem de outros países, sendo grande parte do Japão e do Reino Unido – é possível avistar marcas como Asda, Co-op e Fairy no lixo.
“Estamos tentando identificar quem é o dono do terreno, ainda estamos investigando”, diz a ministra da Habitação e Governo Local, Zuraida Kamaruddin, à BBC.
O Estado de Selangor, em que a cidade de Jenjarom está localizada, tentou fazer um leilão, mas sem sucesso.
“Ninguém quer isso porque está muito contaminado”, reconhece Yeo Bee Yin, ministra de Energia, Tecnologia, Ciência, Meio Ambiente e Mudança Climática.
Yeo afirma que existem várias opções disponíveis – o mais viável seria o envio dos resíduos para uma fábrica de cimento, que queimaria o plástico para gerar calor para sua caldeira. Mas essa solução teria um custo alto para o governo.
“[Estimamos que] vai custar cerca de 2,5 milhões de ringgits malaios apenas para transportar essa pilha [para a fábrica]”, revela Yeo.

De uma cidade para outra

Mas Jenjarom é apenas uma cidade na Malásia – o problema da reciclagem ilegal de plásticos não termina aí.
“Muitos desses [operadores de usinas ilegais] arrendam a terra de fazendeiros malaios locais e montam usinas muito básicas”, afirma Ng Sze Han, vereador em Selangor, à BBC.
“Quando [pegamos os operadores das fábricas ilegais], eles simplesmente somem – nós fechamos [as usinas], eles se mudam para outra parte da Malásia.”
E não é surpreendente que eles sejam capazes de encontrar proprietários que arrendem terras tão facilmente.
Um proprietário com quem a BBC conversou conta que arrendou suas terras por 50 mil ringgits malaios por mês para um cidadão chinês. Ele diz que não estava ciente do que ele fazia, sua preocupação era apenas cobrar o aluguel.
Não é uma quantia insignificante quando você descobre que a renda média mensal de uma família na Malásia em 2016 era de 5.228 ringgits malaios.
Ng revela que já recebeu telefonemas de autoridades em Johor e Negeri Sembilan – outros Estados da Malásia – avisando que usinas ilegais começaram a surgir na sua região.
Ele diz que o problema da reciclagem ilegal provavelmente não será resolvido de maneira eficaz sem a proibição total do plástico.
Mas é improvável que isso aconteça.
Kamaruddin diz que o governo considerou inicialmente banir o plástico, mas “depois que estudamos, percebemos que [tinha muito] potencial de negócios para a Malásia”.
Em vez disso, diz ela, regras mais rigorosas estão sendo impostas aos importadores de plástico – eles agora terão de aderir aos novos critérios antes de serem capazes de obter uma permissão para importar resíduos plásticos.
Apenas empresas com permissão reconhecida poderão importar resíduos plásticos para a Malásia.
“Se você cortar o mal pela raiz e controlar a alfândega bem, acho que vai ser eficaz em reduzir muito”, acrescenta Yeo.

Para o resto do mundo

Existe um problema mais amplo – o que Jenjarom revela é que há uma enorme falha no sistema de reciclagem de plástico.
Os resíduos e sucatas de plástico têm seu próprio código de comércio internacional – HS3915.
Mas o que esse código não leva em conta é se o resíduo que está sendo importado é de boa qualidade ou contaminado – não há como saber, a menos que alguém faça isso manualmente.
Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente de 2017 reconheceu que era comum resíduo plástico misturado ser escondido em meio a “sucata de plástico limpa”.
O que é necessário, diz Yeo, é um sistema de classificação adequado que será capaz de levar em conta essa distinção.
“No fim, [o que precisamos é de uma] padronização sistêmica para os resíduos”, afirma.
Caso contrário, parece apenas uma questão de tempo até que outras cidades da Malásia – ou no resto do mundo – se tornem a próxima Jenjarom.
Fonte: BBC

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Maior apreensão de mamíferos de origem africana é registrada na Malásia.

Quase 30 toneladas de pangolins africanos foram traficados ilegalmente na quinta-feira passada, 7. A apreensão, que aconteceu por autoridades no estado de Sabah, na ilha de Bornéu, na Malásia, é a maior já registrada no país, um dos principais responsáveis pelo comércio de pangolins, um mamífero que vive em regiões da África e da Ásia.Conhecidos pelo aspecto fofo e confundidos muitas das vezes com tatus, os pangolins são da família dos tamanduás escamosos.

De acordo com a TRAFFIC, organização sem fins lucrativos que trabalha no combate ao comércio de animais e plantas silvestres, o carregamento apreendido pelas autoridades tinha cerca de 1,8 mil caixas cheias de pangolins que estavam congelados em três recipientes refrigerados, além de 572 congelados em seis freezers, 61 que estavam vivos em gaiolas e 261 kg de balanças.
Duas patas de urso e quatro carcaças de raposas voadoras também estavam no carregamento. As autoridades contam que receberam uma denúncia e invadiram dois locais: uma fábrica na cidade de Sabah e um depósito em Tamparuli. Um homem de 35 anos que trabalhava na fábrica e estava no local foi preso.
“Detectar grandes volumes de contrabando de pangolim não é tarefa fácil e as autoridades de Sabah estão de parabéns por perseguir e derrubar essa operação de contrabando”, disse Kanitha Krishnasamy, diretor da TRAFFIC no sudeste asiático.
De acordo com o grupo IUCN SSC Pangolin, especializado na espécie, mais de um milhão de pangolins foram caçados só na última década. Em 2014, as oito espécies do animal estavam listadas como ameaçadas de extinção.
Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Panteras negras ressurgem na África, depois de mais de um século nas sombras.

Depois de quase 100 anos, panteras negras foram avistadas novamente na África, em locais não muito distantes de onde a Marvel colocou o cenário fictício de seu “Pantera Negra” indicado ao Oscar.
Uma equipe do Instituto de Pesquisa para Conservação do Zoológico de San Diego (EUA) e da Loisaba Conservancy (Quênia) confirmou a existência desse animal no condado de Laikipia, ao norte de Nairóbi, capital do Quênia.
Outra imagem de alta qualidade de uma pantera negra foi tirada na mesma região pela Ol Ari Nyiro Conservancy em maio de 2007.
Antes desses avistamentos, a última observação confirmada desse majestoso predador na África havia sido em 1909, em Addis Abeba, capital da Etiópia.

O estudo

“É certo que panteras negras estiveram lá o tempo todo, mas boas gravações que poderiam confirmar isso sempre estiveram ausentes até agora”, disse Nicholas Pilfold, biólogo do instituto de San Diego, na rede social Instagram. “Panteras negras são incomuns, apenas cerca de 11% dos leopardos são negros. Na África, são extremamente raras”.
A pantera negra, também chamada de leopardo negro, nome científico Panthera pardus, é mais comumente encontrada no tropical e úmido Sudeste Asiático. Mas, aparentemente, o melanismo – a causa da coloração escura – também pode ser exibido em climas semiáridos, como o de Laikipia.
Na sequência de relatos não verificados do felino, a equipe de pesquisa instalou oito câmeras ao redor do Laikipia Wilderness Camp, com foco em fontes de água disponíveis e trilhas de animais.
De fevereiro a abril de 2018, cinco das câmeras gravaram imagens de uma jovem pantera negra fêmea. Ela apareceu sozinha em quatro vídeos noturnos – bebendo água de fontes artificiais ou carregando restos de uma presa – e, no único vídeo durante o dia, estava seguindo um leopardo fêmea adulto com pelagem regular.
Observações não confirmadas de setembro de 2017 dos dois leopardos juntos sugerem que a fêmea não melanista pode ser a mãe da pantera negra – em avistamentos anteriores, esta era menor em tamanho.

Leopardo melanístico

A coloração escura da pelagem dos leopardos melanísticos é atribuída a um gene recessivo que causa a perda da função normal.
Apesar de serem chamados de negros, esses animais geralmente são marrom-escuros e têm o mesmo padrão de manchas que outros leopardos.
Contudo, existem também teorias sugerindo que o melanismo poderia ter um fator ambiental.
“Acredita-se que o melanismo seja uma adaptação a ambientes em que uma coloração escura fornece camuflagem de predadores ou presas”, Pilfold explicou em um artigo científico publicado no African Journal of Ecology.

Em perigo?

Até recentemente, os leopardos eram considerados relativamente abundantes.
Um estudo publicado em maio de 2016, entretanto, sugeriu que esses felinos perderam 75% de seu alcance desde 1750. Eles foram então classificados como “vulneráveis” na lista de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza.
Três subespécies de leopardo são hoje classificadas como “criticamente ameaçadas” e outras duas como “ameaçadas”. [NYTimes]
Fonte: Hypescience