domingo, 19 de novembro de 2017

MEIO AMBIENTE

Dez questões sobre a economia da água


Conheça quais foram os dez temas principais debatidos no Fórum da Economia da Ägua que aconteceu na Espanha

Durante o Fórum da Economia da Água, em Barcelona (Espanha), que ocorreu há dois dias, alguns debates importantes remarcaram a importância do diálogo social para garantir o manejo adequado da água.
Sobre a economia da água, dez assuntos estiveram em pauta:
1) Escassez – Existem muitas zonas hidrográficas com baixa reserva de água. Para conseguir uma gestão sustentável, é importante encontrar outras fontes de água para uso como podem ser as águas já utilizadas. Para isso, é necessário avançar nos processos de aproveitamento das águas residuais, tema importante debatido neste ano, no Dia Mundial da Água.
2) Mudança Climática – Gabriel Borràs, da Oficina Catalã de Mudança Climática defendeu a necessidade de um planejamento para o futuro. “A ameaça da mudança climática é pouco considerada nos planos hidrológicos estatais, apesar de ter uma grande influência sobre a demanda”, disse durante o Fórum.
3) Agricultura – A agricultura demanda uma grande quantidade de água, tanto que é o setor que mais utiliza deste recurso hídrico em todo o mundo. A Organização das Nações Unidas (ONU) indicou que quase 70% de toda a água disponível no mundo é usada para irrigação. E alguns países é ainda maior, como por exemplo na Espanha, onde esse índice chega a 85%. Especialistas já avaliaram que há desperdício no setor e que muito pode ser feito pra economizar água.
4) Preço – Borràs ressalta que “os usuários devem pagar pelo custo da água”, diz e deve-se evitar a subvenção estatal para infraestruturas caras e ineficientes. “Não há evidências de avanços na recuperação de custos na agricultura, pecuária, energia e indústria que não estão integradas às redes urbanas”, disse Carlos Gómez, diretor de economia da Universidade de Alcalá de Henares.
5) Consumo – De acordo com Carlos Gómez, não se consome mais água que há alguns anos, na Espanha. Porém, deve-se analisar se a quantidade de água consumida é a necessária e se este consumo não vai comprometer o futuro. Os países devem relacionar o consumo de água com o crescimento econômico, para prever secas em determinados períodos.
6) Recuperar os ecossistemas aquáticos – Uma das orientações principais para o bom manejo da água trata-se da recuperação do bom estado dos rios e aquíferos. Para isso, é importante uma política pública que permita o uso de diversos recursos hídricos para aumentar a eficiência e a reutilização da água na indústria e outros setores.
7) Remedir impactos ambientais – As disputas pelos custos de limpeza da água contaminada pela atividade agrícola, industrial e pecuária revelam cada vez mais que “quem contamina paga”. O Estado deve controlar de forma contínua os impactos provocados pela atividade econômica, analisando os casos de descontaminação por parte das empresas, e evitar que o processo de limpeza das águas contaminadas saia dos cofres públicos.
8) Dessalinização da água – Cerca de 97% da água do mundo provem dos mares. Para aumentar a oferta de água potável, muitas técnicas foram desenvolvidas para a dessalinização para retirar o sal das águas de mares e oceanos. Os especialistas recomendam usar a água dessalinizada quando a disponibilidade de recursos hídricos a longo prazo seja menor do que uma possível demanda futura, ou quando se percebe uma sobre-exploração dos recursos hídricos.
9) Países em Desenvolvimento – A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) recomendou que um preço fixo para o serviço de água poderia resolver todas as carências nos países do Terceiro Mundo (que representa a 670 milhões de pessoas sem acesso melhorado à água ou 2.400 milhões de pessoas sem acesso ao saneamento). Mas o enfoque estava errado. De acordo com Carlos Gómez, “o objetivo não deve ser cobrar mais pela água senão resolver os problemas e garantir o bem-estar das pessoas com recursos disponíveis”.
10) Bom governo – A participação de todos os setores sociais é importante para o manejo da água. Como disse Gonzalo Delacámara, diretor acadêmico do Fórum da Economia da Água, “qualquer crise da água é uma crise de governança” e revela a falta de colaboração entre setores públicos, privados e organizações sociais que devem participar no controle dos recursos hidráulicos.
Os profissionais que se formam com os programas na área ambiental da FUNIBER devem estar atentos às discussões sobre o manejo dos recursos hídricos que possam oferecer formas para garantir a sustentabilidade do desenvolvimento econômico.
Foto: Todos os direitos reservados

sábado, 18 de novembro de 2017

MEIO AMBIENTE

Mudança climática é grande preocupação global, aponta estudo

Pesquisa em 38 países mostra que a mudança climática é principal preocupação para 61% das pessoas

Cada país tem a sua lista de assuntos emergenciais. Mas será que a humanidade conseguiria definir em comum quais são as principais preocupações? De acordo com uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center, publicada recentemente, o terrorismo islamista e a mudança climática são as duas principais preocupações mundiais.
O estudo realizou uma enquete em 38 países, e na maioria das respostas (61%), a maior ameaça era a mudança climática. Em 13 países, a maioria na América Latina e na África, as pessoas indicaram inquietação em relação às questões ambientais.
A enquete apresentava oito categorias de ameaças: grupo terrorista, as mudanças climáticas globais, os ataques cibernéticos, a condição econômica global, o número de refugiados que deixam países como a Síria, a influência e o poder dos Estados Unidos, da Rússia e da China, separadamente.
Grande parte das respostas foram relacionadas às situações vividas em cada país. Por exemplo, lugares como a Alemanha e o Reino Unido, que sofreram uma série de ataques cibernéticos recentemente, apontaram este como o segundo maior problema.
Já a Grécia e a Venezuela, vivendo crises econômicas e políticas, disseram que as maiores ameaças são no tema da economia global. Já o tema dos refugiados se concentraram em países da Europa que vem recebendo uma grande parte de imigrantes refugiados nos últimos anos.
Mudanças Climáticas e apostas políticas
Como afirma Mariajo Caballero, do Greenpeace Espanha, é importante analisar a ameaça climática através das medidas políticas. No país, o governo espanhol vem apostando por sistemas de energia pouco sustentáveis. Nos Estados Unidos, o presidente se nega a reconhecer o fenômeno. E além dos efeitos na economia, como afirma, há outros tipos de fatores “como a segurança alimentar ou a hídrica que é muito clara. A lista derivada de seus efeitos é extensa”, escreve.
Neste ponto, a classe política tem um papel fundamental sobre os impactos das mudanças climáticas nas nossas vidas. A sociedade como um todo deve pressionar a classe política para que as ações relacionadas à proteção ambiental sejam efetivas e de interesse da população.
Os profissionais, podem se capacitar para atuar com melhores ferramentas, nas estratégias de gerenciamento de políticas públicas ambientais. Sugerimos o Mestrado em Mudanças Climáticas, patrocinado pela FUNIBER.
Foto: Todos os direitos reservados

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

MEIO AMBIENTE

Extinção de polinizadores afetaria a produção de alimentos


Animais vertebrados e insetos polinizadores são ameaçados pelo uso de pesticidas e outros métodos industriais na produção de alimentos.

Um relatório apresentado pela Plataforma Intergovernamental de Política e Ciência sobre Biodiversidade e Serviços de Ecossistema (IPBES, por suas siglas em inglês) indica que diferentes espécies de polinizadores enfrentarão a extinção nos próximos anos; mas seu desaparecimento pode afetar globalmente a produção de alimentos, gerando dificuldades maiores para que os homens possam manter políticas efetivas de segurança alimentar. De acordo com o relatório, mais de 40% de espécies de polinizadores invertebrados (como as abelhas) e 16% de espécies de polinizadores vertebrados (como os colibris) estão ameaçados de extinção como consequência de diferentes fatores, entre os quais se destaca o uso de pesticidas, mudanças no uso de terras, práticas de agricultura intensiva que fazem desaparecer as flores silvestres, espécies invasoras, doenças e a mudança climática.
Os pesquisadores ressaltam que os polinizadores são importantes para nossa economia, sociedade e cultura, mas, principalmente, deveríamos considerar que os polinizadores estão vinculados a nossa saúde e bem-estar. A doutora Vera Lucia Imperatriz-Fonseca, professora principal na Universidade de São Paulo, destacou que os “polinizadores contribuem de forma importante para a produção de alimentos e para a segurança nutricional“.
Uma equipe de 77 especialistas analisou mais de 3000 estudos relacionados com polinizadores e estudaram-se práticas agrícolas apoiadas em técnicas indígenas ou conhecimentos locais proporcionadas por mais de 60 comunidades em âmbito global.
Animais afetados
De acordo com a informação proporcionada pelo IPBES, existem 20 mil espécies de abelhas silvestres, mas além destas deve-se considerar as borboletas, traças, escaravelhos, colibris, aves e morcegos que contribuem com a polinização.
É necessário desenvolver estratégias para proteger os animais que contribuem com o processo de polinização. Em um comunicado, os pesquisadores destacaram que existem diversas opções para proteger os polinizadores. As estratégias poderiam incluir:
– Promover estratégias de agricultura sustentável, utilizando processos ecológicos para o cultivo de alimentos.
– Manter ou criar ambientes que beneficiem os polinizadores, tanto na área urbana como rural.
– Apoiar o desenvolvimento de práticas ancestrais no manejo de cultivos, como a rotação de cultivos ou combinar técnicas científicas com o conhecimento indígena local.
– Promover o intercâmbio de conhecimento entre cientistas, granjeiros, comunidades, empresários industriais e o público.
– Reduzir a exposição dos polinizadores aos pesticidas, procurando alternativas para o manejo de pragas.
– Melhorar a gestão de doenças em abelhas e regular a comercialização de polinizadores.
Impacto nos cultivos
De acordo com a pesquisa realizada pelos cientistas, nos últimos 50 anos aumentou em 300% o volume de cultivos cuja produção depende de polinização animal; além disso, calcula-se que 75% dos cultivos em contexto global dependem, ao menos parcialmente, da polinização.
Graças à ação dos animais nos cultivos, seria possível produzir entre 235 bilhões e 577 bilhões de dólares de alimentos. Alguns cultivos têm maior dependência dos polinizadores, por exemplo, a produção de maçãs, que equivale a 33,5 bilhões por ano e depende de distintas espécies de abelhas; os cultivos de mangas, cuja produção equivale a 14,8 bilhões por ano, depende de abelhas, moscas e formigas. Garantir uma adequada produção de alimentos para as próximas décadas requereria trabalhar para evitar a extinção dos polinizadores.
“A crescente ameaça para os polinizadores, os quais desempenham um papel importante na segurança alimentar, proporciona outro importante exemplo sobre como as pessoas estão conectadas ao ambiente e aos fortes laços que unem nossos destinos com o mundo natural” manifestou Achim Steiner em um comunicado, que é diretor executivo do Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP).
Os estudantes da área ambiental da FUNIBER pesquisam a respeito dos melhores métodos para preservar a flora e fauna dos entornos nos que habitam, para ajudar a manter o equilíbrio na natureza e conseguir um desenvolvimento sustentável.

Fontes:
Foto Creative Commons: Life of David

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

As razões do desaparecimento repentino de cachoeira de água azul no México

As pessoas que vivem perto das quedas de Água Azul, um dos balneários mais visitados do sudeste do México, ficaram chocados quando a água praticamente parou de jorrar.
“Nunca havia passado pela nossa cabeça a ideia de que algum dia a principal cachoeira poderia secar”, disse Alberto López, integrante da administração do balneário ao jornal local La Jornada.
“Desde pequenos conhecemos esse rio, e ele sempre foi igual. Mas de repente vimos que as pedras começaram a aparecer mais”, explicou.
Conhecida como La Golondrina, a principal cachoeira de Água Azul foi admirada por décadas devido à cor azul turquesa de suas águas. Cerca de 200 mil pessoas visitam o lugar por ano.
No entanto, na sexta-feira passada os moradores do município notaram que a água deixou de correr, como se alguém tivesse fechado uma torneira e só restasse um pequeno fluxo.
De repente, o nível da água caiu em 85% no rio que alimenta a cachoeira, disse à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o diretor de Proteção Civil do Estado de Chiapas, Luis Manuel García.
Os turistas que viram o cartão postal dessa atração natural em seu esplendor máximo se depararam então com um lugar muito diferente.

Tristeza’
A cor turquesa característica da água das quedas se deve a uma alta presença de minerais nas pedras calcárias sobre as quais corre o afluente do rio que as alimenta.
Nos meses anteriores, o caudal do afluente havia diminuído, mas não havia ocorrido uma falta de água como a que aconteceu na semana passada.
A situação gerou “tristeza e preocupação” entre os locais, já que o turismo é uma das principais fontes de renda da região.
“Em 41 anos de operação, nunca havia acontecido nada assim, nem em abril e maio, quando o nível da água diminui por falta de chuvas”, disse Alberto López ao La Jornada.
Especialistas da Comissão Nacional da Água, da Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas e da Proteção Civil estatal começaram a fazer investigações para descobrir o motivo da seca.

Dano natural
No último 7 de setembro, os Estados de Chiapas e Oaxaca sofreram as consequências do terremoto de magnitude 8,2, o mais forte já registrado no México nos últimos cem anos, que deixou dezenas de mortos e feridos, além de muitos danos materiais.
Agora, se sabe que ele também provocou estragos em Água Azul.
Em um trecho do rio Xanil, que alimenta as quedas, um desmoronamento de pedras aos poucos foi fechando a passagem de água que alimentava a cachoeira La Golondrina, a principal da região.
Isso foi a principal causa da ausência de água, mas também há outro motivo que não é de origem natural.

Ação humana
A região das quedas de Água Azul está protegida pela Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas.
Porém, a vários quilômetros dali, a riqueza florestal da selva de Lacandona está sendo explorada.
As autoridades de Chiapas descobriram um problema que já impactou a presença da água das quedas em uma das regiões que ainda não está sob proteção ecológica.
“Catorze quilômetros acima, no rio, encontramos uma área de desmatamento avançado”, disse Luis Manuel García, diretor de Proteção Civil de Chiapas à BBC Mundo.
O corte de árvores altera o ciclo da água com efeitos no caudal do rio Xanil e, como consequência, nas quedas de Água Azul.
“Temos que fazer o necessário para reflorestar e regenerar o ciclo de água”, disse García.

O paraíso está em risco?
Entre o domingo e a segunda-feira, as autoridades realizaram serviços para recuperar o leito do rio que alimenta as cachoeiras de Água Azul.
Com isso, a água voltou a correr sobre a cachoeira de La Golondrina e outras piscinas naturais que se formam nas pedras.
Mas a recuperação total do ecossistema exige um estudo mais amplo, cujos primeiros resultados só estarão disponíveis no fim deste ano, segundo Juan Limón, da Comissão Nacional de Água do México.
“Isso não será uma solução imediata, é de médio a longo prazo”, disse.
Os turistas que chegaram à cachoeira nesta segunda-feira encontraram La Golondrina com um novo fluxo de água, mas não a cor turquesa característica.
“Ontem retiramos as pedras caídas e, com as chuvas causadas pela frente fria, hoje já aumentou a margem de água do lado direito, recuperando a cachoeira”, disse Luis Manuel García.
A água mudou para uma cor mais escura por causa da chegada repentina de uma grande quantidade de água.
Mas as autoridades reconhecem que é uma primeira advertência de que esse paraíso natural pode ficar seriamente comprometido sem uma solução imediata.
“São efeitos de um processo de deterioração de anos, e levaremos tempo para resolvê-lo de maneira adequada”, disse Juan Limón.
Fonte: BBC

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

TECNOLOGIA

Biodiesel contribui para corte de emissões

Pela legislação, a data limite para aumento dos atuais 8% para 10% de biodiesel no diesel seria março de 2019. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), no entanto, aprovou na semana passada a antecipação em um ano desse prazo. “Esse é um grande avanço e, sem dúvida, uma aspiração que vai certamente ajudar o Brasil a cumprir suas metas absolutas de redução de gases de efeito estufa”, comemorou Sarney Filho.
A contribuição do Brasil ao Acordo de Paris propõe, entre outras coisas, o aumento da participação de bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18% até 2030. Para isso, o país lista ações como o aumento da parcela de biodiesel na mistura do diesel e a expansão do consumo dos biocombustíveis. Essas medidas deverão se somar a ações em setores como o florestal e o agrícola para que o país cumpra sua meta internacional de corte de emissões.
RECICLAGEM
O impacto da reciclagem do lixo urbano nas emissões brasileiras de carbono também foi discutido no Espaço Brasil na COP 23, área montada pelo governo brasileiro dentro da Conferência para envolver a sociedade na agenda ambiental. Sarney Filho declarou que priorizará os catadores de materiais recicláveis em todas as ações de gestão de resíduos sólidos, além de reforçar as cadeias de logística reversa. “Vamos manter o espaço dos catadores e tornar os negócios mais atrativos para a iniciativa privada”, explicou.
O representante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Severino Francisco de Lima Júnior, avaliou como positivas as ações voltadas para a categoria que representa. “A legislação brasileira e participação dos catadores são referência e essa experiência precisa ser transmitida para os outros países”, explicou Severino. “É fundamental um modelo que promova a inclusão social”, acrescentou o presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), Victor Bicca.
A COP 23
Mais de 190 países estão representados, em Bonn, na 23ª Conferência das Partes (COP 23) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês). O objetivo é avançar na construção das regras para implementação do Acordo de Paris, concluído em 2015 com o objetivo de manter o aumento da temperatura média do planeta bem abaixo de 2ºC. Para isso, cada país apresentou sua própria meta de redução de emissões. A do Brasil é considerada uma das mais ambiciosas e propõe a redução de 37% até 2025, com indicativo de chegar a 43% até 2030.
Fonte: MMA

terça-feira, 14 de novembro de 2017

TECNOLOGIA

O primeiro parque eólico flutuante do mundo

O parque consiste em cinco grandes turbinas eólicas com cerca de 250 metros de altura (78 metros ficam embaixo d’água).
Apelidado de projeto Hywind, os defensores das energias renováveis esperam que ele possa servir de modelo para outras regiões capazes de implementar a mesma tecnologia.
Então, como funciona?
As enormes turbinas foram montadas na Noruega pela empresa de petróleo Statoil e transferidas por balsa até a Escócia. Para criar as gigantescas estruturas, a Statoil fez parceria com a Masdar, uma empresa dos Emirados Árabes. Três grandes âncoras de sucção com 16 metros de altura e 5 de diâmetro mantém a turbina no fundo do mar. As 111 toneladas de cada âncora garantem que as turbinas estejam em posição vertical.
Turbinas eólicas têm sido construídas na água desde a década de 1990, mas sempre presas ao solo e em profundidades de até 60 metros. Já as turbinas flutuantes na Escócia estão ancoradas a 78 metros, e podem ser fixadas em profundidades de mais de 790 metros.
Uma vez vertical e operacional, os cabos conectam as turbinas à rede de energia da cidade. Segundo a Statoil, as turbinas são capazes de alimentar 20 mil casas.
“O parque flutua, mas é bastante estável quando se levanta”, disse Elin Isaksen, uma representante da Statoil.
Ela explicou que o conceito de turbina flutuante foi criado por engenheiros de energia em 2001. Um único protótipo foi criado em 2009 e, em 2015, o governo escocês começou a financiar a Statoil para trabalhar nas cinco turbinas eólicas que agora estão no Mar do Norte.
Cada turbina é capaz de bombear 6 megawatts de energia na rede – no total, a usina pode gerar 30 megawatts. Quando não está em uso, a energia é armazenada em baterias de lítio com capacidade equivalente a dois milhões de iPhones.
O FUTURO DA ENERGIA EÓLICA
Ao contrário das turbinas eólicas instaladas em terra, as turbinas flutuantes não precisam ser adaptadas ao terreno em que se encontram. Isso significa que podem ser produzidas em massa com custo reduzido.
Mas a produção ainda é cara.
A instalação das cinco turbinas na Escócia custou 200 milhões de libras esterlinas, cerca de 860 milhões de reais. Para conseguir o montante, Statoil dependeu de subsídios do governo escocês.
“A Escócia tem um regime de apoio que possibilitou [o parque]“, disse Isaksen.
O Reino Unido tem uma Diretiva de Energia Renovável que determina que 30% da eletricidade do país deve vir de fontes renováveis até 2020. De acordo com um relatório do governo escocês, mais da metade da energia da região já vem de fontes renováveis.
Elin Isaksen tem o cuidado de dizer que as cinco turbinas da Escócia são um projeto piloto – a empresa espera aprender para melhorar a eficiência. Segundo ela, turbinas ainda maiores, capazes de gerar até 12 megawatts, estão sendo projetadas. A maior turbina eólica no mundo só consegue gerar 9,5 megawatts de energia. No entanto, tamanho e eficiência têm aumentado rapidamente nos últimos anos.
Fonte: National Geographic Brasil

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

RECICLAGEM

Flex do Brasil destina 100% dos resíduos gerados para reciclagem

Um trabalho diário de separação, acondicionamento e transporte de espumas, tecidos, madeira, metais, plástico e papelão, resulta em cerca de 22 toneladas mensais desses materiais, que são transferidos para 20 empresas que os reaproveitam. “Existe o envolvimento de todos os funcionários da fábrica em separar os tipos de materiais e colocá-los em pontos estratégicos para que uma companhia terceirizada parceira os recolha e os leve a diversas empresas que reaproveitam tudo”, relata Wilson Fontanezi, diretor de Operações da Flex.
O diretor de Operações destaca ainda que esse processo implementado é completamente sustentável também do ponto de vista econômico, uma vez que a Flex é remunerada pela empresa parceira a partir do material recolhido. “A ideia sempre foi essa, o objetivo não é ter lucro com essa operação, mas o equilíbrio econômico torna-se importante para manter sua perenidade e o compromisso com a sustentabilidade”, afirmou.
A Flex do Brasil faz parte do Flex BeddingGroup, com sede na Espanha e que opera em países como Chile, Portugal, EUA, Reino Unido e Cuba. No Brasil é fabricante e detentora das marcas de colchões Simmons, Flex, Epeda e Aireloom, com produção anual de 150 mil unidades e cerca de 200 funcionários.
Sobre o Grupo Flex
A Flex do Brasil é uma empresa especializada na fabricação de colchões e comercializa as seguintes marcas: Simmons, Flex, Epeda e Aireloom. 100% dos seus colchões têm certificação do Inmetro, o que atesta a qualidade dos seus produtos, proporcionando aos consumidores mais saúde através de um sono reparador. Membro do Flex BeddingGroup, de origem espanhola, a Flex do Brasil iniciou suas atividades no país em 2000 e hoje possui fábrica em Limeira, interior do Estado de SP. O Flex BeddingGroup opera em sete países: EUA, Chile, Portugal, Espanha, Reino Unido. Brasil e Cuba, atendendo a grandes redes varejistas como Carrefour, Macy’s, Bloomingdales, El Corte Inglés, Harrods, entre outros, além de atender também as maiores redes de hotéis no Brasil e no mundo. O grupo tem mais de 100 anos de história, é líder de vendas na Espanha e está entre os 10 maiores do mundo na fabricação de colchões, camas articuladas, edredons, travesseiros, roupas de cama e mobiliários para dormitórios. Mais informações: www.flexdobrasil.com.br
Fonte: Dino ( Terra)