domingo, 21 de janeiro de 2018

MEIO AMBIENTE PARAGUAI


Milhares de peixes mortos no Paraguai.

Governo paraguaio, através da Secretaria do Meio Ambiente, investiga as causas da mortandade. As indústrias locais são as principais suspeitas

No Paraguai, a Secretaria do Meio Ambiente está analisando os motivos detrás da elevada quantidade de peixes mortos no rio “Confuso”, próximo à capital Assunção. Foram vistos entre 5 mil e 10 mil peixes mortos, de pequeno e médio porte, na segunda semana de outubro deste ano.
A principal suspeita é que os peixes morreram devido ao excesso de resíduos industriais da zona, vertidos ilegalmente no rio. Na região, há indústrias produtoras de alimentos de ração canina e granjas. Dario Mandelburger, diretor de Proteção e Conservação da Secretaria do Meio Ambiente afirmou para o jornal El País: “Não podemos acusar sem ter provas, mas todas estão sob a lupa”.
O rio Confuso tem aproximadamente 150 quilômetros de recorrido, e não é navegável. Por sorte, não há moradias próximas ao rio que se encontra num bosque seco, cercado de zonas semiáridas e úmidas. A região se encontra numa Reserva da Biosfera, declarada pela UNESCO, por sua importância mundial para a mitigação dos efeitos da mudança climática.
Os técnicos da secretaria de Meio Ambiente estão analisando as mostras para averiguar as causas e encontrar os responsáveis. Enquanto isso, os moradores locais estão em estado de alerta sobre as águas do rio e à espera de saber o que os motivos da mortandade.
Mandelburger afirmou que sempre há problemas com parte das indústrias locais em relação aos despojamentos de resíduos. “Mas nós sempre buscamos que se cumpram (as normas). Apesar de haver acatamento, nem sempre cumprem. Digamos que há um 90% de cumprimento”, afirmou.
Com o Mestrado em Gestão e Auditorias Ambientais, programa patrocinado pela FUNIBER, os profissionais poderão se capacitar para atuar dentro e fora da empresa, seguindo o princípio da sustentabilidade dos recursos naturais.
Foto: Creative Commons por Pixabay

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

OCEANIA

Palau agora exige juramento de proteção ao meio ambiente.

Palau, pequeno arquipélago da Micronésia, na Oceania, a leste das Filipinas, se tornou o primeiro país a exigir, de todos os seus visitantes, a assinatura de um juramento de proteção ao meio ambiente. A medida, que passou a valer em dezembro de 2017, pretende incentivar a preservação dos recursos naturais da ilha, para garanti-los às futuras gerações.
Baseada no bul, um sistema tradicional de gestão dos recursos naturais em que atividades prejudiciais ao meio ambiente são interrompidas até que o país possa se recuperar, a medida foi tomada após o Projeto para o Legado de Palau, uma organização voluntária, perceber o impacto negativo que o turismo estava tendo na ilha.
Agora, todos os turistas terão seus passaportes estampados com o juramento e precisarão assiná-lo antes de entrarem no país. Em formato de poema, o juramento foi criado com a ajuda das crianças locais e exige que as pessoas protejam a ilha, ajam com carinho e explorem com consciência, entre outros mandamentos.
Além de assinar o juramento, os visitantes deverão assistir, ainda dentro do avião, a um vídeo educativo sobre a importância do turismo ecologicamente responsável e receberão uma lista de atividades que podem e não podem ser feitas no país, considerando a preservação ambiental.
Para garantir a efetividade da nova medida, o governo de Palau colocou em prática uma política que permite multar aqueles que quebrarem o juramento em até 1 milhão de dólares. Além disso, o juramento também deve fortalecer leis já existentes de proteção ao meio ambiente.
Mas não são só os turistas que precisam se comprometer com a proteção do país: residentes também estão sendo incentivados a assinar o juramento e o governo está alterando os currículos escolares para criar uma consciência ecológica nas crianças da ilha.
Esta não é a primeira medida que Palau toma para preservar seus recursos naturais. Em 2015, por exemplo, o país criou o Santuário Marinho Nacional de Palau, uma área de 500 mil quilômetros quadrados em que a pesca comercial e a exploração de petróleo são proibidas.
Fonte: ViajemTurismo

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Tartarugas fêmeas

Aumento da temperatura dos oceanos está causando boom de tartarugas fêmeas

Um estudo feito pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica da Universidade Estadual da Califórnia, em parceria com o Fundo Mundial para a Natureza da Austrália, releva que o aquecimento dos oceanos levou 99% dos novos filhotes da espécie a serem fêmeas. A temperatura do mar aumenta o calor da areia da praia, onde estão os ninhos da espécie.
A pesquisa, feita com um grupo de 200 mil tartarugas no norte da Grande Barreira de Corais, na Austrália, concluiu que isso representa uma ameaça para a população do réptil, já em extinção. Isso porque a tendência de que a maioria dos filhotes sejam do sexo feminino deve se manter nas próximas gerações da espécie. Com poucos filhotes machos, a reprodução dos animais fica em risco.
Especialistas agora se dedicam a tentar descobrir uma maneira de deixar essas áreas de ninhos de tartarugas-verde mais frias. Eles estão considerando fazer uma chuva artificial para diminuir a temperatura da areia e tentar aumentar o número de machos.
Eles também estão fazendo uma série de estudos para saber se é viável instalar barracas nas praias onde há desova de tartarugas para que a sombra evite o aquecimento da areia durante a incubação.
De acordo com os biólogos responsáveis pela pesquisa, a temperatura de 29,3º C é a ideal para que os ovos eclodidos sejam de fêmeas. Por outro lado, alguns graus abaixo de 29,3º C fazem com que todas as tartarugas marinhas sejam masculinas.
As tartarugas-verde desempenham um papel crucial em seu ecossistema. Elas roçam os gramados marinhos como um gado no pasto, e mantêm o ambiente em equilíbrio.
Elas geralmente são encontradas em águas costeiras com muita vegetação, ilhas ou baías. De acordo com o projeto Tamar, que faz ações para preservar a espécie no Brasil, a espécie faz desovas no país nas ilhas oceânicas de Trindade, na Reserva Biológica do Atol das Rocas e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Explosão do petroleiro na China

Por que a explosão do petroleiro na China seria um desastre ambienta

Equipes de bombeiros próximas à costa sudeste da China estão trabalhando freneticamente para prevenir o que pode se tornar um pesadelo ambiental.
Um petroleiro carregando quase um milhão de barris, ou 136 mil toneladas, de uma substância altamente inflamável chamada óleo condensado pegou fogo no último sábado. O navio, chamado SANCHI, navega sob bandeira panamenha e pesa mais de 85 mil toneladas, de acordo com o site Marine Traffic. Um  comunicado do governo chinês  informa que o navio estava levando o óleo condensado para a Coreia do Sul a serviço de uma subsidiária da Companhia de Petróleo Nacional do Irã, a Bright Shipping Limited.
O incêndio começou depois que o SANCHI colidiu com um navio cargueiro.
Na segunda-feira, a Reuters informou que os restos de um tripulante foram encontrados, mas outros 31 continuam desaparecidos.
O tipo de dano ambiental que o acidente pode causar ainda precisa ser analisado.
Óleo condensado têm definições diferentes dependendo de sua origem. De acordo com a Administração de Informação Energética dos Estados Unidos, o termo se refere ao gás de petróleo ou gás natural que se condensa em líquido ao ser extraído. Nesse caso, o condensado teve origem em petróleo bruto.
Para efeitos de comparação, o derramamento de óleo da Exxon Valdez derramou 260 mil barris de petróleo bruto denso em 1989. Espera-se que o vazamento do SANCHIseja menor que o de Exxon Valdez por ser mais leve e capaz de ser queimado.
O quanto o condensado do SANCHI pode poluir a região depende principalmente se o petroleiro vai afundar ou não, disse Babatunde Anifowose, professor da Universidade de Coventry, à CNN.
Se o navio afundar, mais material vai derramar dentro d’água, dificultando a limpeza. Se ele não explodir, acredita-se que grande parte do óleo condensado possa evaporar, ele disse.
Uma explosão também tem potencial para espalhar mais fumaça tóxica do condensado – o próprio combustível do navio também pode vazar.
Uma lista de medidas de segurança da companhia de petróleo Conoco Phillips, aponta que qualquer contato com óleo condensado pode causar problemas respiratórios e deve exigir cuidados médicos.
A fuligem tóxica também representa perigo aos que conduzem esforços de limpeza e contenção.
Ainda não está claro quanto óleo condensado foi derramado no oceano.
Fonte: National Geographic

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

OCEANOS

O que são as zonas mortas dos oceanos – e por que elas estão cada vez maiores

De acordo com um estudo publicado recentemente na revista Science, o tamanho das áreas sem oxigênio nas águas abertas do oceano quadruplicou desde meados do século 20. E as zonas com muito pouco oxigênio perto das costas se multiplicaram por 10.
Isso, dizem os autores do primeiro estudo que analisa com profundidade a falta de oxigênio nos oceanos, pode causar a extinção em massa de espécies no longo prazo, colocando em risco a vida de milhões de pessoas que dependem do mar como fonte de alimentação e trabalho.
“Os maiores eventos de extinção na história da Terra foram associados a climas quentes e a deficiência de oxigênio nos oceanos”, disse Denise Breitburg, cientista do Centro de Investigação Ambiental Smithsonian, nos Estados Unidos, e principal autora do estudo.
“Na atual trajetória, é para isso que estamos seguindo. Mas as consequências para os seres humanos de continuar por esse caminho são tão extremas que é difícil imaginar que chegaremos tão longe indo nessa direção.”
Vida asfixiada
As zonas mortas são grandes extensões de água que contêm pouco ou nenhum oxigênio.
Elas são chamadas de “mortas” porque há poucos organismos que conseguem sobreviver ali – a maioria dos animais que acabam nessas manchas se sufocam e morrem.,
Enquanto as zonas de baixo oxigênio ocorrem naturalmente no oceano (geralmente a oeste dos continentes, devido ao efeito da rotação da Terra nas correntes oceânicas), o problema é a proporção em que se expandiram desde 1950.
Os baixos níveis de oxigênio fazem com que os animais cresçam menos, além de ter mais problemas reprodutivos e doenças.
Mas como ocorre a expansão das zonas mortas?
As mudanças climáticas, produto da atividade humana, são o principal responsável, especialmente nas águas abertas.
Como as águas quentes têm menos oxigênio, à medida que a água da superfície se aquece o oxigênio tem mais dificuldade em atingir as profundezas do oceano.
Outro efeito é que, quando a água é mais quente, os animais precisam respirar mais rápido – isso faz com que usem mais oxigênio em menos tempo.
Nas águas costeiras, o principal problema são as substâncias que são utilizadas na agricultura e chegam no oceano.
Elementos como o fósforo, presente em fertilizantes e adubos para plantas, são levados para os rios. Ao chegar no mar, provocam o crescimento excessivo de algas que, quando morrem e se decompõem, absorvem enormes quantidades de oxigênio.
Soluções
Como se os efeitos acima mencionados ainda não fossem suficientes, a falta de oxigênio também pode fazer o oceano liberar substâncias químicas perigosas, como o óxido de nitrogênio, um gás com efeito de estufa 300 vezes mais poderoso que o dióxido de carbono.
Mas os especialistas avaliam tratar-se de um problema que tem uma solução.
“Parar a mudança climática exige um esforço global, mas mesmo as ações locais podem ajudar a diminuir o oxigênio produzido pelo excesso de nutrientes”, disse Breitburg.
Além de implantar medidas para reduzir o aquecimento global, os cientistas recomendam medidas como criar áreas marinhas protegidas, áreas que os animais usam para escapar de baixos níveis de oxigênio nas quais a pesca seria proibida.
Fonte: BBC

domingo, 14 de janeiro de 2018

PÁSSARO

Pássaro tem pena superpreta com estrutura especial que absorve até 99,95% da luz

Em várias espécies da família das aves-do-paraíso, encontradas na Oceania, os machos têm manchas de plumagem profundamente pretas e aveludadas imediatamente adjacentes a manchas coloridas. Essas manchas pretas têm uma aparência muito mais escura do que a plumagem preta normal de espécies similares.
Usando uma série de técnicas de análise, entre elas espectrofotometria e microscopia eletrônica de varredura, a autora principal do estudo, Dakota McCoy, da Universidade Harvard, e co-autores, investigaram como ocorre a absorção da luz em penas pretas de sete espécies de aves do paraíso. Cinco espécies tinham a plumagem com o preto mais profundo e duas espécies apresentavam somente o preto normal.
Os autores descobriram que as penas superpretas têm barbulas (ramificações das penas) altamente modificadas, dispostas em conjuntos inclinados e mais ramificados. A luz, quando bate nelas, se dispersa mais e, por consequência, acaba mais absorvida, porque a cada dispersão, uma porcentagem acaba absorvida.
Numa pena preta normal, parte da luz é absorvida, mas um parte muito maior é diretamente refletida para o observador, tornando a cor menos escura. As penas supepretas têm apenas um centésimo da capacidade de reflexão das penas pretas normais.
Os autores do estudo acreditam que essas penas superpretas evoluíram porque realçam o brilho das manchas de cores adjacentes, chamando a atenção das potenciais companheiras durante exibições de acasalamento.
Fonte: G1

sábado, 13 de janeiro de 2018

Ave mais velha do mundo será mãe aos 67 anos


Esta simpática ave chama-se Wisdom (sabedoria em inglês) mas poderia muito bem atender por Longevity (longevidade). O motivo é simples: ela já ultrapassou a expectativa de vida da sua espécie, a albatroz-de-laysan, em no mínimo 17 anos. E mais: mesmo sendo tão velha, ela continua botando ovos.
A primeira identificação de Wisdom aconteceu em 1956, pelo ornitólogo Chandler Robbins que, na época, estimou que a ave teria seis anos. Ainda assim, a idade não é exata, já que não existe uma maneira infalível de descobrir a idade de um pássaro – a não ser que ele seja muito jovem.
Além de desafiar a expectativa de vida de sua espécie, Wisdom também deu um verdadeiro ghosting em seus observadores: ela só reapareceu em 2002 – e, desde então, tem feito aparições frequentes.
Todo ano, a futura mamãe retorna ao Monumento Nacional Marinho Papahānaumokuākea (tente falar isso três vezes seguidas, bem rápido) com mais outros milhões de albatrozes – e, desde 2006, ela tem chocado um novo filhote. Ainda que os pássaros não passem por menopausa – humanos e orcas são as duas únicas espécies com esta peculiaridade -, o acontecimento continua surpreendendo especialistas. “Não há precedentes de um pássaro com uma idade tão avançada que ainda esteja reproduzindo”, afirmou Kate Toniolo, que trabalha no monumento que serve de lar para Wisdom, à National Geographic.
Parabéns (de novo), mamãe!